Volume 2 Edição 4

Nao sei o que por 

A GRANDE ESTRATÉGIA DOS EUA

Leonam dos Santos Guimarães

Resumo: A  Grande  Estratégia  não  é  algo  particular  aos  EUA.  A  diferença  está  no  fato  de  que talvez  esse  país tenha  sido  aquele  que  colocou  seus  legítimos  objetivos  com  máxima  amplitude  e os  perseguiu ininterruptamente  desde  o  final  do  século  XVIII,  tendo-os  alcançado  plenamente  ao final  do  século XX.  O  desafio  que  se  coloca  para  os  EUA  no  século  XXI  é  manter  o  que  foi conquistado,  impedindo o  surgimento  de  ameaças  que  possam  vir  a  desafiar  os  objetivos realizados.  Muito  se  teoriza  sobre um  suposto  "declínio  do  império  americano".  A  experiência histórica  mostra,  entretanto,  que  a continuidade  e  resiliência  dos  EUA  na  busca  de  seus  objetivos, o  atual  sempre  complementando  e consolidando  o  anterior,  torna  essa  possibilidade  distante  no tempo.  Vivemos,  entretanto,  num mundo  de  incertezas  que  nos  colocam  enormes  desafios globais. A  resposta  da  Grande  Estratégia dos  países  a  esses  desafios,  em  especial  dos  EUA,  como inconteste  hegemon,  determinará  o  futuro que será construído pelas atuais gerações.

Cooperation and conflict in the early Sino-Soviet relations

Jorge Njal

Resumo: This  research  seeks  to  historically  contextualize  contemporary  China-Russia  relations, which  in  2013  witnessed  important  developments  in  the  post-Cold  War  period.  The  study highlights  that  focus  of  the  current  improvement  of  ties  between  the  two  countries  is different  from  that  of  the  past.  Whereas  in  the  1950s  it  was  the  economic  aid  and ideological conflict, today economy and security dominate the Sino-Russian linkage.

Resenha do livro "As conferências pan-americanas (1889-1928): identidades, união aduaneira e arbitragem" de Tereza Maria Dulci.

Giordano Sousa de Almeida

VIETNÃ: A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO DE UMA GUERRA "POR VOCÊ, POR MIM"

Carolina Abelha Salles Futuro

Resumo: O  presente  artigo  foi  desenvolvido  para  a  disciplina  Cinema e  Relações  Internacionais,  em  relação  ao  tema  do documentário  Corações  &  Mentes,  de  Peter  Davis  (1974), tem  por  objetivo observar  a  participação  norte-americana na  Guerra  do  Vietnã,  à  luz  da  construção  do  discurso que conduziu  os  Estados  Unidos  da  América  a  um  conflito extremamente  desgastante  dos  pontos de  vista  militar, econômico, político e, sobretudo, humano.

A MARÉ ROSA SUL-AMERICANA E A ASCENSÃO DA ESQUERDA NO BRASIL

Ariane Costa dos Santos

Resumo: Este trabalho tem por objetivo discutir a ascensão de governos postuladores da social democracia na América do Sul, nos anos 2000, tomando o Brasil como objeto de estudo e exemplo paradigmático dessa inflexão política. A partir de uma perspectiva economicista, o fenômeno conhecido como Maré Rosa será tratado aqui como resposta a uma década de noventa marcada por um neoliberalismo extremamente custoso em termos sociais para o continente, levando a uma resposta conjuntural de rompimento com as políticas econômicas vigentes. Pretende-se mostrar que a crise cambial brasileira de 1998-99 contribuiu para abrir espaço a um novo pensamento político na sociedade brasileira e, consequentemente, a uma nova práxis política.

Jornadas de Junho, Garantia da Lei e da Ordem pelos Militares e os novos dilemas das relações civis-militares na Democracia brasileira

Igor D. P. Acácio

SEGURANÇA NA ERA DIGITAL: SMARTPOWER E NOOPOLITIK NA SOCIEDADE DE REDE

Caio Cesar da Silva Rebelo, Gabriella Nunes da Silva e Renato Borges Macedo

Resumo: Este   artigo   terá   como   objetivo   explorar   a   articulação   das   novas   tecnologias   de informação  na  nova  realidade  geopolítica  mundial,  observando  como  o  Brasil  pode  se utilizar dessa  dinâmica  em  sua  política  externa.  Para  tanto,  tais  análises  serão  feitas  a partir  das  teorias das  Relações  Internacionais,  entre  as  quais  figuram  autores  da  corrente realista  moderna  como Hans  Morgenthau  e  da  corrente  neoliberalista  como  Joseph  Nye, assim  como  outros  autores  das Ciências  Sociais,  tais  como  Castells,  Arquilla  e  Rondfeldt. Para  reunir  informações  acerca  do  tema discutido,  optou-se  por  uma  pesquisa bibliográfica,  abarcando  algumas  das  principais  obras  sobre o  tema.  Uma  vez  que  o trabalho  objetiva  partir  da  formulação  de  paralelo  entre  os  exemplos mais notórios  do  uso da  cibernética  como  ferramenta  estratégica  para  a  política,  para  a  elaboração  do raciocínio  presente  neste  artigo,  optou-se  pelo  uso  do  método  comparativo.  Ao  final, espera-se apreender  melhor  as  principais  tendências  no  que  toca  o  emprego  da cibernética  pelos  Estados em  termos  de  política  externa,  especificando  o  papel  do  Brasil nessa dinâmica.

O Cosmopolítico - ISSN Eletrônico 2318-9711 - Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 License

O Cosmopolítico - ISSN Eletrônico 2318-9711 - Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 License

Volume 2 Edição 4

Abril/Maio 2014

A GRANDE ESTRATÉGIA DOS EUA

Leonam dos Santos Guimarães

Resumo: A  Grande  Estratégia  não  é  algo  particular  aos  EUA.  A  diferença  está  no  fato  de  que talvez  esse  país tenha  sido  aquele  que  colocou  seus  legítimos  objetivos  com  máxima  amplitude  e os  perseguiu ininterruptamente  desde  o  final  do  século  XVIII,  tendo-os  alcançado  plenamente  ao final  do  século XX.  O  desafio  que  se  coloca  para  os  EUA  no  século  XXI  é  manter  o  que  foi conquistado,  impedindo o  surgimento  de  ameaças  que  possam  vir  a  desafiar  os  objetivos realizados.  Muito  se  teoriza  sobre um  suposto  "declínio  do  império  americano".  A  experiência histórica  mostra,  entretanto,  que  a continuidade  e  resiliência  dos  EUA  na  busca  de  seus  objetivos, o  atual  sempre  complementando  e consolidando  o  anterior,  torna  essa  possibilidade  distante  no tempo.  Vivemos,  entretanto,  num mundo  de  incertezas  que  nos  colocam  enormes  desafios globais. A  resposta  da  Grande  Estratégia dos  países  a  esses  desafios,  em  especial  dos  EUA,  como inconteste  hegemon,  determinará  o  futuro que será construído pelas atuais gerações.

Cooperation and conflict in the early Sino-Soviet relations

Jorge Njal

Resumo: This  research  seeks  to  historically  contextualize  contemporary  China-Russia  relations, which  in  2013  witnessed  important  developments  in  the  post-Cold  War  period.  The  study highlights  that  focus  of  the  current  improvement  of  ties  between  the  two  countries  is different  from  that  of  the  past.  Whereas  in  the  1950s  it  was  the  economic  aid  and ideological conflict, today economy and security dominate the Sino-Russian linkage.

Resenha do livro "As conferências pan-americanas (1889-1928): identidades, união aduaneira e arbitragem" de Tereza Maria Dulci.

Giordano Sousa de Almeida

VIETNÃ: A CONSTRUÇÃO DO DISCURSO DE UMA GUERRA "POR VOCÊ, POR MIM"

Carolina Abelha Salles Futuro

Resumo: O  presente  artigo  foi  desenvolvido  para  a  disciplina  Cinema e  Relações  Internacionais,  em  relação  ao  tema  do documentário  Corações  &  Mentes,  de  Peter  Davis  (1974), tem  por  objetivo observar  a  participação  norte-americana na  Guerra  do  Vietnã,  à  luz  da  construção  do  discurso que conduziu  os  Estados  Unidos  da  América  a  um  conflito extremamente  desgastante  dos  pontos de  vista  militar, econômico, político e, sobretudo, humano.

A MARÉ ROSA SUL-AMERICANA E A ASCENSÃO DA ESQUERDA NO BRASIL

Ariane Costa dos Santos

Resumo: Este trabalho tem por objetivo discutir a ascensão de governos postuladores da social democracia na América do Sul, nos anos 2000, tomando o Brasil como objeto de estudo e exemplo paradigmático dessa inflexão política. A partir de uma perspectiva economicista, o fenômeno conhecido como Maré Rosa será tratado aqui como resposta a uma década de noventa marcada por um neoliberalismo extremamente custoso em termos sociais para o continente, levando a uma resposta conjuntural de rompimento com as políticas econômicas vigentes. Pretende-se mostrar que a crise cambial brasileira de 1998-99 contribuiu para abrir espaço a um novo pensamento político na sociedade brasileira e, consequentemente, a uma nova práxis política.

Jornadas de Junho, Garantia da Lei e da Ordem pelos Militares e os novos dilemas das relações civis-militares na Democracia brasileira

Igor D. P. Acácio

SEGURANÇA NA ERA DIGITAL: SMARTPOWER E NOOPOLITIK NA SOCIEDADE DE REDE

Caio Cesar da Silva Rebelo, Gabriella Nunes da Silva e Renato Borges Macedo

Resumo: Este   artigo   terá   como   objetivo   explorar   a   articulação   das   novas   tecnologias   de informação  na  nova  realidade  geopolítica  mundial,  observando  como  o  Brasil  pode  se utilizar dessa  dinâmica  em  sua  política  externa.  Para  tanto,  tais  análises  serão  feitas  a partir  das  teorias das  Relações  Internacionais,  entre  as  quais  figuram  autores  da  corrente realista  moderna  como Hans  Morgenthau  e  da  corrente  neoliberalista  como  Joseph  Nye, assim  como  outros  autores  das Ciências  Sociais,  tais  como  Castells,  Arquilla  e  Rondfeldt. Para  reunir  informações  acerca  do  tema discutido,  optou-se  por  uma  pesquisa bibliográfica,  abarcando  algumas  das  principais  obras  sobre o  tema.  Uma  vez  que  o trabalho  objetiva  partir  da  formulação  de  paralelo  entre  os  exemplos mais notórios  do  uso da  cibernética  como  ferramenta  estratégica  para  a  política,  para  a  elaboração  do raciocínio  presente  neste  artigo,  optou-se  pelo  uso  do  método  comparativo.  Ao  final, espera-se apreender  melhor  as  principais  tendências  no  que  toca  o  emprego  da cibernética  pelos  Estados em  termos  de  política  externa,  especificando  o  papel  do  Brasil nessa dinâmica.

O Cosmopolítico - ISSN Eletrônico 2318-9711 - Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 4.0 License